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Com a participação de artistas de Viana do Castelo
revisitaram-se…
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90 ANOS DO “MILAGRE DO SOL”
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Clika na foto
Jantar comemorativo no Porto
Conta-se que disseram um dia a Einstein que ele
era muito inteligente. O cientista respondeu que não era
inteligente, que era apenas curioso, e que era a curiosidade e
não a inteligência que fazia evoluir o mundo.
Foi
certamente a curiosidade, para alguns aquela científica, que
levou noventa pessoas a aceitar a participação no evento
comemorativo dos “90 anos do Milagre do Sol”. O jantar-debate
decorreu no Grande Hotel do Porto e foi organizado pela
historiadora Fina D’Armada.
Dentre
vários motivos que agregaram os comensais, recorde-se que em
1978, com uma Bolsa do Instituto Nacional de Investigação
Científica, a historiadora conseguiu consultar os arquivos de
Fátima. Fina D’Armada é autora de seis livros sobre a temática,
quatro deles em co-autoria com o Prof. Dr Joaquim Fernandes, da
Universidade. Fernando Pessoa, todos já traduzidos.
Do
programa fazia parte uma amostragem de desenhos e pinturas de 13
artistas, seguindo-se uma breve palestra-interpretação pelo
Professor Catedrático (jubilado) de Física da Faculdade de
Ciências da Universidade do Porto, José Ferreira da Silva, que,
entre outras actividades ligadas à Física, conduziu investigação
em Supercondutibilidade entre 1962 e 1967 no Laboratório
Kamerlingh Onnes da Universidade de Leiden e no departamento de
Física da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto. até à
sua jubilação.
Os
artistas participantes foram Albertino Valadares, Ana Paula
Canotilho, Carol Shelley, Claro Fângio, Giovanni Lerario, José
Sottomayor, Manuela Graça, Missionário Capuchinho, Onofre
Varela, Pintomeira, Rego Meira, Ricardo Silva e Veiga Luís. Dois
destes artistas, Pintomeira e Rego Meira, são de Viana do
Castelo –. E terá sido a “curiosidade” destes artistas que
fê-los voltar a 1917, a ler, interpretar, penetrar naquilo que
as testemunhas presenciaram nesse 13 de Outubro. Uns foram mais
tocados pela descida do “disco de prata fosca”, outros pelo
movimento giratório, outros pelos raios de luz e cor, outros
pelos seres dentro do pseudo-Sol...
No
conjunto, conseguiram contar uma história, como ela foi contada
em 1917. Mas como era algo de fantástico, o que chegou até nós
foi o que viu um jornalista de “O Século”, ateu, que não tinha
boa visão. Como não divisou as cores, apenas o amarelo, escreveu
que foi o Sol que bailou.
O físico
explanou e encantou, com clareza e humildade científica, dizendo
sobretudo o que não podia ter sido - o Sol a bailar em Fátima.
Até porque o fenómeno foi visto em Minde, na direcção de Fátima,
que fica a Norte, e nunca o Sol, no nosso planeta, ocupa o
Norte. O que foi então?
Seguiu-se
o debate, moderado por Narciso Miranda. Entre a assistência,
viam-se professores de várias faculdades, entre eles Salvato
Trigo, reitor da Universidade. Fernando Pessoa, José Antunes
director da Nova Acrópole, João Xavier de Almeida, ex-presidente
da Federação Espírita Portuguesa, reconhecidos ovnilogistas,
autarcas, entre os quais vereadores da Câmara de Gondomar, de
Matosinhos, os presidentes da Junta de Rio Tinto e de Baguim e
secretários, o médico Pinto da Costa com as suas venerandas
barbas, advogados, médicos, professores, engenheiros, um irmão
franciscano, empresários, arquitectos, escritores e outras
pessoas de diferentes áreas do Saber.
Segundo
nos disse a organizadora, “o debate poderia ter sido melhor”
na sua óptica “se tivesse havido mais intervenções”,
principalmente por parte de muitos que estiveram presentes e que
detém dos mais elevados saberes na região e no país. E que por
isso “espera que outros se organizem”.
- “Nem
todos os presentes em Fátima, em 1917, viram o Sol” –
esclarece-nos Fina d’Armada. – Foi descrito com pormenor como o
fenómeno se deu, dando-se relevo ao facto de continuamos a
ignorá-lo para “defender absurdos”. Embora não tenha
deixado nada escrito, uma dessas pessoas foi o pároco da
freguesia, pois, com o relatório que enviou ao patriarcado,
juntou um jornal e um opúsculo que continham depoimentos onde
não se dizia que foi o Sol que se movimentou, mas um globo, ou
uma forma arredondada da cor da prata. Depois o sacerdote, que
acompanhou as aparições e ouviu os videntes e testemunhas,
abandonou a freguesia para não assumir a responsabilidade dos
factos. “Mas assumimos nós outra história”, disse Fina
D’Armada, “que não vimos nada nem estivemos lá, para
satisfazer as nossas necessidades espirituais ou o nosso
imaginário. O meu principal objectivo, quando organizei este
jantar-debate, foi que se respeitassem os 50 000 portugueses e o
que eles viram. Foi uma homenagem a essa gente. Não sei se o
consegui. Talvez tenhamos de esperar outros 90 anos, ou esperar
que os estrangeiros tomem conta do que é nosso, para que as
observações desses crentes e descrentes sejam revisitadas com
perspicácia e imparcialidade”, concluiu.
legendas:
1-
O
físico José Ferreira da Silva explana sobre o Milagre do Sol
2
- Gente de Viana do Castelo que participou no jantar - o artista
Pinto Meira, esposa e Arriscado Magalhães.
3
- mesa em que predominam porfessores universitários. Vê-se ao
centro o Reitor da Univ. FP Salvato Trigo.
4
- mesa dos autarcas de Gondomar e Matosinhos
5
- mesa dos ovnilogistas
6
- mesa da conferência, com Fina d'Armada, Narciso Miranda e
Ferreira da Silva
7
- Augusto de Castro, ovnilogista e autarca PSD do Porto, no uso
da palavra.
8 - Fina d'Armada a exibir os desenhos dos artistas
[ ESTA DEVIA TALVEZ SER A PRIMEIRA, POIS FOI POR
AQUI QUE O DEBATE COMEÇOU]
9
- Aspecto da sala com o prof. Salvato Trigo, o escritor César
Príncipe e outros.
10
- espanto na assistência. Vê-se à direita um irmão franciscano e
à esquerda o médico Pinto da Costa.
11
- aspecto da sala. Ao centro, de meia idade, vê-se o
ex-presidente da Federação Espírita Portuguesa
A
retirar, talvez a última e a 9.
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