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LANÇAMENTO DO LIVRO

 “MULHERES NAVEGANTES NO TEMPO DE VASCO DA GAMA”

 NA QUINTA D’ARMADA, RIBA DE ÂNCORA

 

Fotos: Serafim Marques, Marco Cardoso, Frederica Claro de Armada

 

No dia 30 de Setembro, Riba de Âncora, concelho de Caminha, presenciou um importante evento – o lançamento de um livro. Se bem que lançar livros aconteça praticamente todos os dias, este lançamento aconteceu na casa da autora e revestiu-se, pelo local e ambiente criado, de originalidade.

 

     As pessoas foram convidadas também para uma tarde de convívio e uma sardinhada. Este lançamento não aconteceu por acaso. O livro chama-se “Mulheres Navegantes no Tempo de Vasco da Gama” cuja autora, Fina d’Armada, retirou o nome do local onde nasceu e que tem as suas origens nos Descobrimentos Portugueses. A casa e um portão manuelino vêm desses tempos em que “armadas” descobriam novos mares e novas estrelas, quem sabe se não serão também do tempo de Vasco da Gama.

 

     Na apresentação da obra, Fina d’Armada anunciou que concorrera com o manuscrito ao prémio Carolina Michaëlis de Vasconcelos, em 2005, com o pseudónimo de Iria Oceano, em homenagem à sua mãe Iria. Como ganhou, encontrou nisso mais uma razão para lançar o livro na Armada, propriedade que provém da família materna. Prestigiaram o evento as autoridades locais – da Câmara de Caminha, a sua Presidente, o vereador da Cultura, o vereador Flamiano Martins e a directora da Biblioteca Municipal. De Riba de Âncora, o seu presidente da Junta, o pároco da freguesia, outros membros do Executivo e da Assembleia da Freguesia, membros da Direcção dos Baldios. Também o antigo governador civil, muita gente das universidades, a presidente do Centro Cultural do Alto Minho... Da cidade de Rio Tinto, terra adoptiva da autora, honraram com a sua presença o presidente da Junta, outros membros do Executivo e ainda o presidente da Junta de Baguim do Monte. Via-se muita gente do mundo académico, da comunicação social, da vida literária, sobretudo muitos poetas, figuras locais e de diferentes localidades, cerca. de 250 pessoas que dignificaram o evento.

 

O lançamento ocorreu na casa de Fina d’Armada, cujo portão, da autoria de Claro Fângio, data de 1998.

Mesas, cadeiras e bancos, emprestados por amigos, familiares e entidades, transportaram-se como se pôde.

Na tarde do dia 30, os convidados, circulando pelo grande espaço, foram-se juntando.

Numa tenda montada para o efeito, a prof.ª Dr.ª Elvira Mea, da Faculdade de Letras da Universidade do Porto, procede ao lançamento da obra.

A Presidente da Câmara de Caminha realça a obra da “nossa Fina” e elogia a editora pela aposta nesta edição.

Como a chuva é uma benção, S. Pedro resolvera “abençoar” na hora da apresentação. As pessoas, prevenidas, continuam a ouvir os outros membros da mesa.

Fina ’Armada, de ouro ao pescoço e com roupas de Viana, começa a autografar a sua obra sobre uma toalha vianense.

Entretanto, a sobrinha Gracinda participa na tarefa de assar as sardinhas.

Outros se encarregam de grelhar as febras...

Devido à chuva, uma estufa agrícola abriga os convivas.

As pessoas movimentam-se buscando comida ou o vinho novo do pipo enfeitado.

Pela tarde, Fina continua a autografar, desta vez um livro para a sua irmã “número dois”, a poetisa Quinhas Verde.

E a tarde de convívio continua, num ambiente de ruralidade...

A certa altura, a panela de caldo verde apareceu à porta da estufa.

A chuva passou e, após o arroz doce e o creme, os presentes juntam-se para assistir a uma sessão de poesia.

Aurora Cunha declama um poema.

As pessoas ouvem poesia, enternecidas, pela voz de Arriscado Magalhães, Matias de Barros, Cyombra, João Fontes, Conceição Campos, Albino Santos, o peq

Arminda d’Armada (irmã “número seis” de sete irmãs) declama o poema “Insatisfação”.

Marinha d’Armada, irmã “número cinco”, encanta com a declamação de “Mulher é Belo”.

Entretanto, os mais pequenos divertem-se no baloiço.

“Catarino”, de barriga cheia, armazena o que pode, para dias piores.

Pela noite, Frederica, honrando Viana como sua mãe, vai recebendo quem chega atrasado.

O desfazer da festa, a devolução das mesas num tractor, também é motivo de divertimento.

 

 

 

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